Deserto do Atacama: você precisa ir sentir a grandeza dessa sensação.

Atualizado: 8 de Mai de 2019

Crônica publicada em inglês na revista de viagem da @globestamp Acesse: https://globestamp.com/travellerim/christianmussi1/


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Você não consegue explicar um deserto, precisa senti-lo. Relatos, fotos, nada é capaz de dimensionar aquela sensação.

Para algumas pessoas viajar é apenas tirar férias, fazer compras ou dizer que foi para algum lugar. 

Mas viajar é uma expedição. Há sempre o que descobrir, onde se aventurar e o que conhecer. 

Não é só paisagem. É intensidade. 

Mario Quintana, um autor brasileiro conhecido, dizia que “Viajar é como mudar a roupa da alma”. E foi no Atacama que eu entendi esse poder.

Porque viajar é uma conquista de liberdade e evolução. Você pode ir por todos motivos, mas é viajando que entendemos a razão de estar lá. 

O deserto é um lugar que você precisa sobrevoar, descer do avião em um aeroporto no meio do nada com lugar nenhum, dirigir duas horas por uma estrada infinita com um cenário de Marte, respirar o ar diferente, ver a imensidão, flamingos, raposas, vicuñas, lagoas de água doce e a água salgada, o vulcão, as cordilheiras, até  escutar o estalar do sal no chão com o calor do sol. Sol que no deserto parece mais imponente, presente e próximo. É mágico. 



Na época da escola me lembro que os livros de geografia diziam que as chances de chover no deserto era minimas. E lá estava eu, parte dessa grande imprevisibilidade.

No deserto que não chove, chovendo. Senti cheiro de terra molhada no lugar mais árido do planeta. 

Chovia muito, trovejava, brilhava relâmpago e havia até neve na estrada no dia seguinte. 

Foi inacreditável e divertido. Tivemos que mudar os planos, mas a vida também é assim, imprevisível.

O impacto visual é inegável, mas o poder de reflexão é maior.

Ainda me surpreendo como é incrível existir tanta beleza na natureza. 

E é por isso que você precisa ir lá para entender, pois o deserto te conecta com o desconhecido.

Lá eu aprendi que onde quer que você vá, nunca estamos sozinhos. 

O seu lar está dentro de você. Foi a tatuagem que fiz quando retornei dessa viagem. 

Tudo que precisamos está em nós, inclusive a coragem e a força. 

A energia faz você realmente compreender a grandeza da vida ao mesmo tempo em que cruza com centenas de pessoas divertidas e inteligentes de todos os lugares fazendo o mesmo.

Compartilhando experiências. É preciso estar com o coração aberto e não ter medo. 

Eu sou grata pelos amigos que colecionei viajando, e sempre mantém contato com eles, não importa onde eles vivem. 

Às vezes eu digo à minha vida real, "eu volto". E sempre volto com grandes historias. E por isso que eu sempre vou de novo, para qualquer lugar. 

Pelo gosto de descobrir o que vou viver lá. No último dia o sol nos deu um presente. 

Assistimos um lindo pôr-do-sol, e à noite ainda tivemos a chance de integrar um lual multicultural. 

Fogueira, som, cerveja, e pessoas de todo o mundo e uma noite incrível. 

O deserto não tem como explicar. 

Você precisa ir. 


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