Como é fazer uma Road Trip pela Patagônia com pessoas desconhecidas?

Atualizado: 13 de Fev de 2019


Bem-vindo! Nessa primeira parte convido você entrar no clima de uma viagem pelas estradas do extremo sul da América do Sul com 15 pessoas que não se conheciam!

Na próxima parte haverá relatos sobre as trilhas, as cidades e dicas para você se planejar!

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Maputada, que sorte a minha o acaso ter escolhido vocês pro meu caminho. FOI INCRÍVEL!


Para ler em inglês, clique: Globestamp.



A VIAGEM que tipo de viajante você é?

Em algum KM da Patagônia que já não sei mais

Eu tenho uma personalidade aventureira e extremamente curiosa. Gosto de viajar para me superar, me surpreender e, claro, explorar! Ainda não me tornei uma mochileira nível hard, mas considero meu estilo livre e sem frescuras. Tanto faz se for no conforto ou no perrengue, me alimentando de comida boa ou sanduíche por dias. Me adapto a um sofá da metade do meu tamanho com a mesma facilidade que durmo numa cama kingsize, assim como amo o calor e o frio na mesma proporção, mas tudo depende de onde! Concorda?

Quando aprendi a deixar a zona de conforto para me jogar na estrada descobri mais sobre mim, sobre as pessoas, os nossos limites e nossas capacidades.

A versatilidade abre oportunidades, é um fato. Cada lugar tem seu próprio estilo e energia, a sensibilidade é que nos permite vivenciar da melhor forma.


Nos últimos anos passei a observar porque as pessoas reclamam tanto de alguns destinos ao viajar, daí percebi que nem sempre o problema é o lugar, mas a expectativa que as elas criam sobre ele. Tem gente que viaja para neve mas não quer sentir frio, pode? Ou quer comer arroz com feijão na Tailândia, tem como?

É possível, mas vai ser desgastante focar no que não pode mudar ou ter. Isso me fez lembrar de Valparaíso, no Chile, em que estive no inverno de 2018 com um amigo da faculdade, o Matheus. Quatro em cada cinco pessoas me diziam que a cidade não tinha nada demais, que eram apenas casas coloridas numa cidade íngreme de frente para um porto, e que a casa de Pablo Neruda era o mais relevante a se fazer, e que não valia o esforço de ir. Acabamos encontrando uma das noites mais divertidas que curti fora do Brasil, e olha que raramente eu vou pra festas em viagem. Mas viajar é estar aberto!


Mas vamos voltar para as estradas da Patagônia!


Dicas

Nessa época, no extremo sul da América do Sul, os dias são bem longos. As estradas são indescritivelmente lindas e infinitas. Sabe aquela sensação de estar num filme? Um dica: viajar de carro e fazer trekking com níveis variados requer disposição. Não dá pra largar o sedentarismo e ir. O corpo dá o máximo enquanto há a luz, e quando escurece já falta pouco pra clarear e começar tudo de novo. Mal dormíamos. O tempo que ainda nos restava a gente interagia no bar, bebendo, comendo e sem celular. Foi lindo ver a união e a superação de cada um em diferentes momentos. Lágrimas de alegria, adeus, foi tudo muito intenso!


Foto com tripé no meio da estrada, no vento, pra registrar a Maputada!! - Torres del Paine, Chile

E o que posso dizer sobre os lugares? Energia total! Sentimos que tudo poderia ser mais simples, mais poético, mais rico e menos acelerado. Nenhuma trilha durou menos de oito horas entre ida e volta, no caminho alternamos paradas para comer, beber, dançar (sim, fizemos sucesso com flashmobs de montanha!) e trocar as camadas de roupa que às vezes se faz necessário. Tudo precisa de logística e atenção, mas a diversão é garantida!


O essencial

E não fique na dúvida, leve bastão de trekking, carbogel, use bota impermeável e tenha um casaco específico para frio, chuva ou neve. Pode acontecer dependendo da estação que você for viajar. Em dezembro pegamos neve apenas na Laguna dos Templanos, no Glaciar Vinciguerra, em Ushuaia. Lá no topo, pertinho do glaciar, ela deu as caras! (No post do roteiro você vai saber mais sobre as trilhas).

Laguna dos Templanos, Glaciar Vinciguerra, Ushuaia. Argentina
Mochila ou mala?

Se você nunca teve um mochilão, considere. Ele não é tão ruim quanto parece, e vai até ajudar na sua luta contra o vento em alguns momentos (risos). Hoje há mochilas como malas, mas o que importa é o peso e a mobilidade. Pense nisso. Eu fui com duas mochilas: uma de 50 litros e uma de 36 litros que usei para o trekking, fora a de equipamento da câmera, que me arrependi de levar separado. Poderia ter ido com uma mochila de até 70 litros para ter mais opção de casaco, mas não me faltou nada.


Trekking, hiking ou caminhada longa?

Essas são atividades ao ar livre mais democráticas e de maior exponencial no mundo. Não tem restrição de idade. Inclusive, fiquei surpresa com a quantidade de idosos que encontrei subindo montanha como quem anda no shopping. Deixavam nossa juventude trintona no chinelo. Fui até chamada de aliciadora de velhinhos (risos), só porque eu queria conversar com eles e saber como tinham tanta energia, de onde eram, o que faziam. Caminhar faz bem pra todos que tem essa capacidade. Num lugar desses é uma terapia pra mente.

Relação com a Natureza

Nessa viagem renovei centenas de vezes minha gratidão por poder andar, porque sim, andar é um privilégio. Caminhando e parando, fui aprendendo a controlar a respiração, o fôlego, a emoção, e me peguei contemplando em silêncio a natureza exuberante que se apresenta no trajeto. Às vezes é tão impactante que uma lágrima brota no cantinho do olho. Cruzando cenários variados que mudam como papel de parede de computador, ouvimos os sons primitivos que atravessam o corpo com o vento frio entre a floresta e o gelo. Incrível!

Trilha Laguna Esmeralda, Ushuaia. Argentina.

Os lugares são poderosos. Você pode segurar um iceberg com as mãos, caminhar numa geleira, andar em florestas, remar de kaiaque num lago escondido e até colocar uma cerveja pra gelar no lago congelado, tem louco que até arrisca entrar. Também pode ir em uma cachoeira durante a noite para observar as estrelas e sentir seu coração. Que noite fantástica! (Você vai saber mais no post do roteiro). Nos sentimos e nos tornamos mais reais nesses momentos! A vida é passageira e, independentemente da crença, essa é nossa chance. para vivermos de acordo com nossa motivação, não a dos outros.

Com minha viagem marcada para Patagônia para explorar um destino tão requisitado na América do Sul, antecipei a parceira para fazer um conteúdo para a Globestamp e para o mussing.me, esse projeto que engatinhava, então, nasceu, bem-vindo! (Eu conto no final como me tornei uma "Exploradora de Viagens".

Eu não consegui organizar meus pensamentos, meu coração e também minhas as minhas oitocentas mil fotos e vídeos para começar a compartilhar antes deste mês de janeiro! Que loucura essa era digital! Imagina que ainda tinha celular de mais 14 pessoas! É muita imagem! Foi uma viagem divertida mas muito cansativa. Dormi 18 horas seguidas depois que cheguei em casa. Muitas coisas aconteceram no final deste ano, eu precisava de tempo para entender o que estava sentindo. Mas agora estou animado e preparei um ótimo post para ajudá-lo a se organizar para ir! Qualquer dúvida extra, pode me escrever que vou tentar ajudar você, ok?


O viajante é solidário. A solidariedade une. A união cura no abraço. Me sinto no dever de doar o meu máximo e encontro gratidão para a receber o que vem do universo na minha direção. Quem doa parte de si sem a intenção de ganhar algo de volta, produz positividade e aumenta a frequência de luz. E mesmo que nem todos entendam o poder dessa energia. A gente sempre encontra essa positividade quando precisa. Porque ela está em nós. Atraíamos o que transmitimos. Viajar fortalece laços. Cria habilidades. Desenvolve o SER do HUMANO.



Você não pode conquistar todos ao mesmo tempo, na mesma intensidade, mas sempre pode ser tolerante e empático. Nada é coincidência. Tudo faz sentido: as pessoas, os lugares e as condições. Tudo acontece como deve ser para gente evoluir na direção que precisamos, mas nem sabemos. Sinta seu coração. É vivendo os limites e vibrando além dos limites dos outros que vamos aprendendo: NINGUÉM ESTÁ SOZINHO.



Expedição: @roadtrippers_br

Dias: 24 de novembro a 6 de dezembro.

Cidades: El Calafate, El Chaltén, Puerto Natales e Ushuaia

Bando: "doze chicas brasileñas (muiiilentas) dois cachaceiros influenciadores de qualidade de vida disfarçados de mendiguias, do bem e do mal, e um entregador de fernet que ronca e cochila no paraíso.

Valor: impagável.


Espero ter inspirado você para ler o próximo post com dicas das trilhas e cidades. Foram mais de 2 mil quilômetros de estradas em 12 dias, muitas aventuras e paisagens magníficas!

Trabalho ou utopia? Como me tornei Traveller Explorer (explorador de viagens)
Passeio de Caiaque no Lago Escondido, em Ushuaia, com direito a churrasco, vinho e violão

Linkedin funciona. Já tentou? Ser produtora de conteúdo de viagem tornou-se um sonho de consumo nos últimos anos. E por que não realidade? Enquanto buscava oportunidade profissionais no Linkedin, num pós-praia que me desanimava voltar para um escritório naquele momento, encontrei a Globestamp. Meu pai e meu tio estavam no meu quarto naquele momento em 2017 e fizeram uma cara de desconfiados quando li a descrição da vaga: viajar e contar boas histórias. - Mas Christiane, acha que isso é sério?! (Quando fala o nome inteiro...já sabe, né. rs...)

Apesar da desconfiança, não tinha razão para não tentar. Não é? Me dediquei a escrever boas lembranças de viagens passadas, e me sentia pronta para esse trabalho. A Globestamp reflete nossa alma de viajante. Precisamos conviver em lugares diferentes e com culturas variadas para deixar nossas vidas mais leves. Quem vive engessado na rotina coloca peso onde não tem. Problema onde não há. Dificuldade no que não existe e arruma desculpa para tudo. Eu já fiz isso também. A diversidade e o desconhecido nos inspiram e nos flexibilizam. Acredite!


Rota 23, El Chaltén.

O conceito do aplicativo é atraente porque humaniza as viagens ao invés de transformar em uma ação meramente comercial. Viajar é como uma escola: traz aprendizados, lições, inspirações e desafios. Sempre me pareceu utópico. Ainda me perguntava: por que eles vão escolher uma garota brasileira, não alguém na Europa?

Eu sou capaz de me comunicar até com uma árvore para aprender algo novo. Busco experimentar a cultura do ponto de vista local, pois em cada destino visitado, experiência vivida, e pessoa conectada, formam quem somos ao longo da vida, é preciso se entregar nessa jornada.

Em setembro, fui comunicada por e-mail que após um processo seletivo que envolveu mais de 300 candidatos - do mundão - eu estava selecionada para ser uma exploradora de viagens em 2019! Ual! Apesar da startup ser portuguesa, estou precisando tirar o ferrugem da tecla SAP e me esforçar muito para poder escrever em inglês. A gente sempre pode mais do que pensa. Se achar que não é capaz, tente. Você pode descobrir que é Se não for, pelo menos você tentou. A primeira vez que eu peguei um voo internacional foi para morar na Califórnia, em 2007/2008, e provavelmente esse fato mudou toda a minha perspectiva de vida. Como ficar parada em um lugar com tantos para conhecer?

Eu já estava namorando há dois anos embarcar na road trip da RoadtrippersBR, com o Gio Manfroi e o Gui Hoefelmann , do blog @naomeesperaprojantar. A proposta da viagem é juntar pessoas de objetivos em comum para vivenciar experiências inesquecíveis! A expedição tem aquele ar de viagem com velhos amigos. A Ana Paula, noiva do Gio, traz um toque feminino para organização. de tudo É a fada entre dois mendiguias, carinhosos, dedicados e prestativos!


Guilherme, euzita, Aninha e Gio
E aí, curtiu? Vai também?
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